São Paulo e trabalho são sinônimos perfeitos. Tudo aqui envolve labuta em algum grau. Cidade bizarra com um ritmo próprio. No metrô as pessoas têm pressa, mas são tantas que fazer a baldeação de uma linha à outra, parece procissão de Nossa Senhora. Todos escravos do tempo, olham a hora nos celulares, nos relógios de pulso, na imensidão. Todos escravos do trânsito – peculiar e lerdo – presos nos carros, nos ônibus, nos trens. As cabeças parecem estar sempre distantes, pensamentos perdidos nas inúmeras tarefas do dia que segue ou completamente vazios do dia que passou. São tantos tipos diferentes, de todos os lugares, cores, credos, culturas e idiossincrasias, que a Capital tem cara do mundo e cara de nada, tudo junto e misturado, ao mesmo tempo e separado. Já fui completamente fagocitada para dentro dessa cidade pulsante, sua cadência está na minha rotina e no meu cansaço. Confesso que já encontrei algumas de suas belezas, mas sigo olhando para os ponteiros, buscando o tempo perdido nas suas entranhas e caprichos de metrópole cosmopolita. Esperanças singelas de parar um instante sequer para compartilhar minhas descobertas… mas meu ponto chegou! Até breve, espero!

Publicado em outubro 26, 2011
0