Sou gaúcha. Com muito orgulho e nem um pouco separatista. Aliás, um pequeno parênteses logo de saída: não tem nada mais desagradável que, logo após você detectar que sou de outro estado pelo meu sotaque (e elogiá-lo), emendar aquele papinho de que somos todos separatistas. Sério mesmo. Vai te informar um pouco mais sobre história antes de sair falando bobagem. Pros eternos mal informados de plantão, a República Rio-Grandense surgiu em 1836 e durou e durou até 1845! Tipo, se calcularmos, isso foi a mais de 150 anos atrás. Claro que ainda existe aqueles que pararam no passado e pensam igual a “miloitocentosetantos”, mas daí a declarar que todo o gaúcho é separatista é way too much. Tente perguntar da rivalidade dos times locais ou mostre-se curioso para entender porque há no Rio Grande do Sul um grande orgulho pelo local. Será bem mais simpático (a0 contrário do que eu devo ter sido aqui, sei), além de render uma boa conversa. Fecha parênteses.
Dito isso, nesse blogue eu pretendo contar um pouco sobre como tem sido morar em SP. As diferenças, as curiosidades, as dificuldades, as saudades, as similaridades, as idiossincrasias, as poesias, os desafios e toda a sorte de assuntos dentro da esfera “pessoa que morou a vida inteira em Porto Alegre, mudou-se para São Paulo (socorro!!! hehehe)”. Aos que estão curiosos para saber porque raios eu vim para Sampa, informo que casei com um rapaz que aqui vive. Sem mais, bem vindas pessoas de todas as querências! Digo, de todos os estados, heheh.
Gustavo Cardoso
maio 13, 2011
Muito bom seu post e muito válido o desabafo (apesar de saber que eu contribuí para que ele ocorresse, hehehehehe). Não pare de escrever no blog, quero ver isso aqui creser!!!!
Beijo!
Mah
maio 14, 2011
Pela enormidade de São Paulo, terei muito o que escrever por aqui, hehehe.
Ainda bem que tu sabe que colaborou com o meu desabafo! Espero que me apóie quando esse papo de separatismo surgir, ainda mais tu, que já esteve no RS algumas boas vezes para falar coisas bacanas e verdadeiras de lá.
=P
Fernanda
maio 14, 2011
Bom te ver escrevendo…bom te sentir viva…
Espero acompanhar muitas das tuas andanças por Sampa
Admiro quem consegue viver nela e feliz!!!!
Um beijo grande querida.
Mah
maio 14, 2011
E pelo pequeno tempo que aqui estive, eu também admiro quem consegue. A cidade é um desafio constante! Mas eu adoro os dragões de sete cabeças, hahaha. Saudadona de tu guria, espero te ver mais vezes por aqui. Bjos
Felipe Agne
maio 25, 2011
Bacana a proposta, menina (se escrevesse guria entregava a origem de cara…)! Se fosse nos tempos de Neto, diria que trocastes Esparta por Atenas, mas no final das contas somos todos gregos, digamos assim. E nos entendemos. E língua é mais importante que história ou geografia, porque é através dela que nos entendemos. Ou desentendemos, como Esopo nos lembra. Good Luck!
Mah
maio 25, 2011
Felipeeeeeeeeee!!! Adorei tua visita e obrigada pelo comentário.
O sentimento que tenho, por enquanto, é que troquei Atenas por Esparta, hehehe. Temos toda a nossa história beligerante, mas ainda assim somos um povo bem mais acolhedor. Pelo menos é o que me parece até então. Mas, concordo contigo quanto à linguagem, já se dizia que quem tem boca vai a Roma! Aqui estou, para entrar em infinitas conversas que geralmente começam sobre o mito do separatismo gaúcho e tentar espalhar um pouco das belezas da nossa terra. Bem como para me maravilhar com o quê de especial eu encontrar nas minhas andanças por cá.
Bjão
Ricardo
julho 15, 2011
Olá… achei este blog procurando a definição da palavra Idiossincrasia. Sou também gaúcho, também portoalegrense onde morei até os 13 anos (Na Glória e depois em Belem Novo). Depois morei 30 anos em Bagé, 11 em Campinas e acabo de chegar em Floripa. Concordo com vc sobre o tal separatismo dos gaúchos. Tudo bobagem, embora ainda encontremos alguns guascas que pensam que o RS seria bem melhor se separasse do nosso Brasil. Ou então, a outra: gaúcho é fechado. Fechado o car…… Acho o gaúcho aberto até demais. Falador e brincalhão. Bem, obrigado pela definição. Seja feliz por aí.
Ricardo Bernardes